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Entrevista a Ricardo Azevedo: Guarda-Redes Aveleda FC

7 de fevereiro de 2018 - 12:54

1.Em primeiro lugar, qual é a sensação de chegar aos 35 anos como um dos jogadores com mais títulos e jogos pelo Aveleda FC? Como se tem sentido no clube? 

É uma sensação boa e de dever cumprido! Também de muito trabalho árduo durante estes anos, tanto pessoalmente como coletivamente, e tenho-me sentido bem aqui. Já são mais de 20 anos com este emblema ao peito, que aprendi a amar, mas também a ensinar outros a saber amá-lo. 

2.Já agora, e por curiosidade, quais são os cuidados que seguiu para chegar até aqui e, dessa forma, manter as boas exibições?  

Cuidados não tenho muitos. Simplesmente não fumo, o que já é uma vantagem, mas o trabalho árduo também é fundamental, porque é através dele que se mantém o desempenho durante estes anos. 

3.Em termos de carreira, e olhando um pouco para trás, é sabido que houve duas épocas nas quais jogou pelo Rio Mau. Na altura porque tomou essa decisão e como foi voltar de novo ao Aveleda FC? 

Sim, joguei 2 anos no Rio Mau. Tomei essa decisão porque na altura quem estava à frente do clube (Aveleda FC) não estava interessado em defender o emblema, nem os jogadores e também não havia objetivos definidos… Por isso, preferi sair para outro clube. Agora o meu regresso foi fácil! Quando o Aveleda FC mudou de mãos outra vez, as pessoas que o assumiram contactaram-me e disseram que gostariam de contar comigo novamente e que estavam a formar uma equipa para o futuro. Não hesitei e disse que sim na hora! 

4.Relembrando o passado recente do Aveleda FC, em ambas as finais conquistadas, ambas foram ganhas nos penáltis e o Ricardo teve um papel determinante. Como recorda esses momentos, apesar de toda a pressão existente? 

Na final da Taça da Federação defendi 2 penaltis, mas só contou um deles. Na outra final, a da Taça de Vila do Conde, defendi 2. O sentimento era de adrenalina porque naqueles momentos não era só o Ricardo, mas sim uma equipa que para chegar onde chegou passou por muito para ali estar. Além disso, podia ser a última vez que muitos de nós podiam ganhar alguma coisa por este clube. Esse foi o foco da minha concentração para defender os penaltis e consegui! 

5.Falando também da sua longa experiência ao nível da seleção de Vila do Conde, como é essa sensação de ser convocado e, no fundo, fazer parte do leque dos melhores jogadores do campeonato? E como é gerir a rivalidade existente entre os vários colegas das outras equipas e que ao longo do ano jogam como adversários? 

Claro que é sempre agradável ser convocado, mas também é a demonstração do nosso trabalho no clube e do desempenho ao longo do campeonato. Quanto à rivalidade, consegue-se gerir bem! Claro que há sempre aquela boquinha na brincadeira, mas quando se está na seleção só existe a seleção e os problemas do campeonato e das equipas ficam fora. Aliás, isso fica assente logo de início nas palavras dos diretores e selecionador, onde estamos todos ali para defender Vila do Conde.

6.Numa altura em que se pode estar a aproximar o final de carreira, até quando gostaria de jogar? Que futuro gostaria de seguir, em relação ao futebol (treinador, jogador de veteranos, dirigente)? 

Essa altura está próxima, sim. A verdade é que não somos eternos e o nosso corpo já não é o que era, mas enquanto ele quiser obedecer estarei presente. Agora em relação ao futuro, depois só a Deus pertence! 

7.Analisando também todos os plantéis com os quais já jogou, bem como todos os treinadores pelos quais foi treinado, gostaria de destacar alguém ou pelo menos, referir alguma caraterística positiva de algum deles? 

Boa pergunta! Mas em relação a treinadores, há um que se vai destacar sempre e que foi o primeiro, o treinador Paulo Silva. Foi ele que me deu a oportunidade de jogar e apostou em mim, onde me ensinou quase tudo o que sei acerca da forma de estar no futebol. Devo-lhe muito por isso! Mas o atual treinador, Ricardo Silva, também se destaca, não só pelos anos que partilhámos o balneário juntos quando era jogador, mas porque é uma pessoa que gosta deste clube e que quer sempre alcançar o melhor. E também tem métodos de treino parecidos aos do treinador Paulo Silva. Em termos de plantéis, os anos em que conquistei títulos são sempre os melhores plantéis! Contudo, saliento os últimos 2 anos, onde tivemos dos melhores plantéis em termos de união e qualidade individual e claro que isso deu os seus frutos, com as duas conquistas alcançadas. 

8.Partindo para o presente, como analisa a sua época a nível pessoal e a nível coletivo? 

A minha época tem sido, dentro do possível, regular quando comparada a outros anos. Coletivamente estamos dentro dos nossos objetivos, apesar de que podíamos estar melhores. Mas fundamental é levantar a cabeça e trabalhar duro para melhorarmos de semana para semana. 

9.Para terminar, que antevisão faz sobre o jogo com o Touguinha no próximo sábado? 

Será sem dúvida um jogo extremamente difícil contra uma boa equipa! Aliás, vê-se pela tabela classificativa. Neste momento estão na liderança com mérito próprio, mas vamos trabalhar durante a semana. Temos os nossos pontos fortes e os nossos valores para irmos à luta como em todos os jogos, respeitando o adversário claro, mas vamos para ganhar seja onde for ou contra quem for.

Comentários

    P J V E D GM GS DG
1 GD Árvore 17 7 5 2 0 29 11 +18
2 Tougues 17 7 5 2 0 22 7 +15
3 Aveleda FC 16 7 5 1 1 18 5 +13
4 Bagunte 15 7 4 3 0 18 8 +10
5 ACD Arcos 15 7 4 3 0 12 5 +7
6 Touguinha 15 7 5 0 2 25 18 +7
7 CCD Macieira 13 7 4 1 2 11 8 +3
8 Guilhabreu 13 7 4 1 2 14 14 0
9 Desp. Vilar 12 7 4 0 3 18 16 +2
10 GDC Rio Mau 9 7 3 0 4 12 14 -2
11 Fornelo 7 7 2 1 4 14 17 -3
12 FC Malta 5 7 1 2 4 8 15 -7
13 CDCR Gião 5 7 1 2 4 7 14 -7
14 Vairão 4 7 1 1 5 9 22 -13
15 Fajozes 4 7 1 1 5 7 17 -10
16 Retorta 4 7 1 1 5 6 18 -12
17 Veteranos de Vila Chã 3 7 0 3 4 5 12 -7
18 Labruge 3 7 1 0 6 11 25 -14